15/07/2021

Panquecas de alface e amêndoa

 

A fartura da estação faz-me sempre pesquisar e muitas vezes inventar formas alternativas de consumir o que tenho em excesso. Se por um lado há legumes e fruta que se podem armazenar no congelador, há outros, como a alface, que nem por isso. 
As alfaces {senhoras alfaces!} invadiram o meu frigorífico de tal maneira que quase fiquei sem espaço. Esta semana não houve meal prep há custa de tanto legume fresco. Lembrei-me de um Bolo de agrião que anda pelo blogue há muito tempo mas não tinha ovos suficientes. Foi daí que pensei nas panquecas. E ficaram deliciosas! Tal como o bolo de espinafres e este de agrião, não sabem nada a alface. Como não adicionei açúcar à massa, servem bem com doce ou com salgado. Ficam ótimas durante 3 ou 4 dias, guardadas no frigorífico, numa caixa hermética.

01/03/2021

Tarte de requeijão e amêndoa

 

Há momentos em que me vem à ideia uma receita só porque sim e ali anda ela a pairar na minha mente até finalmente a conseguir colocar em prática. Esta tarte foi o resultado de uma ideia dessas, surgida num momento de tédio ou em que estava a fazer algo que não me agradava e em que a mente viaja para outras paragens ou momentos. Com a pandemia e a falta de convívio com quem gostamos, vêm à memória momentos bons de outros tempos que nos parecem agora tão longínquos. A pensar na aldeia, no frio e na Serra, surgiu esta tarte. Uma tarte de requeijão com requintes de malvadez, com uma base de massa folhada, um interior húmido e uma crosta crocante de amêndoa.

06/01/2021

Bolo Rei salgado

 


Em anos normais, o Dia de Reis era dia de preparar um jantar com amigos. Pelo Natal havia sempre jantares de empresa e nem sempre era fácil acertar a disponibilidade de todos, daí que escolhemos os Reis para juntar amigos à mesa. Este ano, nem Natal, nem Ano Novo, nem Reis, mas mesmo sem as cadeiras todas preenchidas, o jantar vai ser especial. 
Amanhã a sala ganha uma nova decoração e os enfeites de Natal regressam às caixas. Espero que quando voltarem a ver a luz do dia, já estejamos a falar destes dias sem abraços com alguma distância e como tendo sido uma fase difícil pela qual passámos.
 
Um Feliz Dia de Reis!
 
Ingredientes:
(adaptado da receita de Cátia Goarmon) 

500g de farinha de trigo 55
1 c. chá de fermento de padeiro seco
150ml de leite 
80g de manteiga amolecida 
2 ovos 
1 c. sopa de açúcar 
1 c. chá de sopa
raspa de 1 laranja 
100 g de linguiça + para decorar
100 g de bacon + para decorar
100 g de presunto + para decorar
100 g de frutos secos + para decorar
pimento laranja 
pimento verde 
pimento vermelho
100g de queijo parmesão em pó ou ralado na hora
1 ovo para pincelar 
 
 

Junte os enchidos cortados aos cubos com os frutos secos e reserve.

Junte o fermento ao leite morno e reserve.

Amasse a farinha, o açúcar, o sal, a manteiga amolecida, a raspa de laranja e os ovos inteiros. Com a máquina em funcionamento, junte o leite morno com o fermento.

Cubra a taça com um pano e deixe levedar em local quente até dobrar de volume.

Acrescente os frutos secos e os enchidos e envolva.
 
Forme uma coroa com a massa e coloque-a num tabuleiro forrado a papel vegetal.
 
Pincele o Bolo Rei com ovo batido e decore com frutos secos, tiras de pimentos e enchidos.
 
Leve ao forno a 180 graus, por 40 minutos. 
 
Termine, pincelando com azeite e polvilhando com queijo parmesão em pó. 
 
Esta receita foi preparada para responder a um desafio da Vatel e lançar um Giveaway na página de facebook. 
Participem!

 

01/01/2021

Panetone recheado com natas e ananás

 

Primeiro dia de 2021 em confinamento não augura coisas muito boas mas pensemos que depois da tempestade vem a bonança e para haver arco-íris, é preciso chover! 
Desejo que 2021 nos traga muitos motivos para sorrir e nos permita dar aqueles abraços que estão em stand by há uns meses!

23/12/2020

Sortido de bolachas de Natal


Os últimos dias antes do Natal são sempre esta azáfama que eu tanto gosto. Terminar de decorar os frascos de compotas, embalar chocolates e outras gulodices caseiras, desenhar etiquetas e afins. Adoro acondicionar os presentes e decorar as embalagens cuidadosamente. Não é preciso muito para que um simples saco de bolachas se transforme num presente super especial. Este ano saíram desta cozinha várias fornadas de bolachas mas por incrível que pareça, muitas destas são com a mesma receita base, que uso há anos e que rende imenso. Podem ver aqui, a receita das bolachas de manteiga.
O que faço é dividir a massa em três partes e uma fica assim, a outra parte junto corante alimentar vermelho e a outra junto cacau, canela e gengibre. O resto é mesmo usar a imaginação mas este ano usei as seguintes variações nas bolachas de manteiga:
  •  Bolachas simples
  • Estrelas bicolores, usando dois cortadores iguais de tamanho diferente,
  • Bengalas: fazer 1 rolo de massa vermelha e 1 rolo de massa branca, enrolar e formar uma bengala
  • Bolachas de cacau com impressão de um pano de crochet
  • Bolachas swirl com pepitas coloridas: esticar uma parte branca e outra vermelha. Sobrepor e enrolar como se fosse uma torta. Panar com as pepitas coloridas e levar ao frio durante 2 horas. Cortar as bolachas com uma faca.
  • Bolachinhas com nutella: formar bolas com a massa de chocolate, colocar no tabuleiro e fazer um pequeno buraco com a ponta do dedo. Encher com nutella
  • Bolachinha de arandos: formar bolas com a massa branca, colocar no tabuleiro e fazer um pequeno buraco com a ponta do dedo. Colocar um arando desidratado.

09/12/2020

Citrinos desidratados

Num ano em que tantos valores são colocados à prova, naturalmente as minhas opções foram no sentido de desperdiçar o menos possível e reutilizar o que já havia em casa de outros Natais. Passou muito pela utilização de elementos naturais na decoração, não que isto seja novidade pois desde que me lembro que faço coroas com o que apanho no campo. Na aldeia, a coroa era sempre feita com galhos de videira, que nesta altura eram podadas. Na cidade é fácil encontrar um pinhal com cedros ou pinheiro e usar aplicando em arame. O arame não precisa de ser comprado, podemos usar um cabide daqueles de arame que vêm da lavandaria. Por vezes basta ter um pouco de atenção ao que nos rodeia para descobrir vários "tesouros". 
No ano passado fiz uma coroa com líquenes [vejam o destaque DIY Natal no instagram]. Encontramos líquens em locais húmidos e rochas. Adorei o resultado. Depois de seca, continuei a usar a coroa como decoração e agora mora numa das paredes da sala, com os seus tons discretos. 
Gosto muito de usar pau de canela, flor de anis, folhas de magnólia (fiz várias coroas com elas, colando as folhas com cola quente num circulo recortado em cartão), etc. O resultado é sempre encantador e sem gastar dinheiro. Claro que podemos sempre juntar flor de algodão ou pinheiro nórdico mas aí já começamos a entrar em despesas. Se tiverem a sorte de ter um azevinho no jardim, podem alegrar com umas bagas vermelhas senão procurem um arbusto semelhante pelos jardins da vizinhança - Pyracantha coccinea - mas tenham cuidado com os espinhos. No fim de novembro, início de dezembro, ando sempre de tesoura e cesto no carro porque nunca se sabe quando aparece algo interessante!

08/12/2020

Bolachas Húngaras

 

Este ano, decorei a casa mais que o normal, fiz mais projetos manuais que qualquer outro ano, fiz coroas do advento para oferecer, fiz sonhos e entreguei ao portão de amigos, tenho planeado fazer bolo rei e broinhas, tudo para preencher o vazio causado pela ausência da agitação de outros anos. Faltam os abraços, as idas à aldeia, as rotinas boas que se repetem ano após ano e que nos estão a fazer tanta falta.  Mas em consciência, embora com o lado esquerdo do peito bem apertadinho, sei que é para o bem de todos. Longe dos olhos mas sempre no coração. Este será um Natal para recordar, de certeza. 
Este ano, os presentes feitos por nós ganham ainda mais valor, como se fosse a única maneira de estarmos juntos, de levar um pouco de nosso carinho às pessoas do nosso coração. 
Só comprei brinquedos para os miúdos, mais nada. De resto, um mimo ou outro para juntar em cabazes compostos por coisas feitas com muito amor.
 
Entre as coisas boas que compõem os cabazes de Natal, há uma que é unânime, as bolachas húngaras. São aquele miminho que agrada a todos, miúdos, graúdos, gulosos ou nem por isso. Todos os anos saem várias fornadas destas belezas para oferecer e este ano, pelo menos esta tradição é para manter!
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