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12/06/2019

Trifle de Caramelo e Cookies

Sabem quando veêm os ingredientes de uma receita e dizem:
- De certeza que isto é divinal! Tenho que experimentar!
Foi exatamente isso que me aconteceu. O nome da receita era outro, já nem me lembro tal foi a forma como este nome lhe assentou bem!

26/06/2018

Leite creme de côco [Kenwood Kcook Multi]

Quem muda, Deus ajuda.
Acredito que sim. E por aqui, andamos numa fase de mudanças. E eu gosto de mudanças, por muito que às vezes estas não sejam fáceis. Mudar implica esforço para largar o que é seguro, para sair do nosso conforto, para arriscar. Temos sempre alguma resistência em enfrentar o desconhecido, por isso mesmo, por não sabermos com o que contar. Mas sem arriscar não se aprende, não se evolui. Basta pensar numa  criança a aprender a andar. Levanta, cai, levanta, cai, levanta, consegue! É a persistência que leva ao sucesso! 
Enquanto o meu canto de fotografia não permite dar largas à imaginação e matar as saudades de preparar todo o styling, vou arriscando outras formas de fotografar as receitas que vão saindo desta cozinha. É uma maneira diferente de fotografar, num espaço com as condições de luz que não são de todo ideais mas cá vou fazendo uns cliques. Tirando isso, a receita em si é deliciosa e super simples de preparar! 

13/12/2017

Natas do céu {simples assim!}

Tão banal, tão simples e tão bom ♥
Já foi a sobremesa tradicional dos almoços de família mas com a mania de querer fazer sempre coisas diferentes passaram-se anos desde a última vez que fiz este pecado. 
É uma das sobremesas preferidas do senhor cá de casa que quando me viu a bater as natas, nem queria acreditar no que vinha por aí. Ao contrário de mim, ele é muito mais seletivo, aquilo de que gosta, gosta mesmo e dificilmente muda.

02/06/2017

Cheesecake de frutos vermelhos e Baba de camelo da Festa da Patrulha Pata

Qualquer sobremesa ou doce, por muito simples ou comum que seja, se for servido em taças individuais, dá um toque especial em qualquer mesa. As sobremesas em camadas ficam ainda mais bonitas! Estes copos são de 100 ml, um tamanho ideal pois nem é muito pequeno nem demasiado grande.
Quando é necessário preparar muitas coisas para uma festa, este cheesecake é daquelas receitas que pode ser feita dois ou três dias antes, o que é dá imenso jeito para "aliviar" o stress da véspera!

20/05/2016

Baby Shower da Maria - Os doces { Bavaroise de morangos e Mousse de Oreo}

Decoração:
Castiçais e velas
Travessas de porcelana brancas
Regador, Frascos de vidro redondos
Copos de sobremesa 60 ml das Lojas DeBorla

Como adoro festas e tudo o que elas envolvem, planeio tudo com bastante antecedência, faço listas do que comprar, do que fazer e quando fazer, de quem convidar e afins. Para muitos é coisa de gente maluca mas a verdade é que tenho um caderno desde a primeira festa que preparei para o rapazinho com os convidados, ementa e ainda, com comentários em cada receita para mais tarde saber se fez sucesso ou não e não correr o risco de na festa seguinte repetir algo que os convidados não gostaram. Ajuda imenso ir à cábula buscar ideias e repetir as receitas que desapareceram num instante! 

05/11/2014

Se a Mãe traz maçãs, fazemos Crumble {saudável!}

Uma das coisas boas de viver na cidade é o dia em que a Mãe vem carregada de coisas da quinta. Cada vez mais sonho com a casa de campo mas não conseguiria voltar fazer 150 km todos os dias para vir trabalhar. Com a minha profissão, não me resta senão estar num grande centro, pelo que, retornar à casa de campo, só daqui a uns anos... Vou matando a saudade assim, com sabores puros e simples. Com receitas que confortam a alma e o coração. E deixando-me levar pela onda de comida saudável, receitas com ingredientes mais "puros" e menos processados, cheguei a esta versão de uma receita que adoro de paixão pela facilidade com que podemos desfrutar de um bom momento de prazer.


03/06/2014

Banoffee cups {com Werther's original sem açúcar}

Um dis destes cheguei a casa e o carteiro tinha deixado um aviso para levantar uma encomenda nos correios. No dia seguinte, lá fui eu buscar a dita. É nestes momentos que desejo que ninguém esteja a olhar para mim porque nem quero imaginar a figurinha que fiz, o meu ar de felicidade e cara de tola quando abri a caixa e vi tantos caramelos! A Werther´s enviou-me umas amostras para testar numa receita. Que chatice! E eu que remédio, lá tive que fazer o esforço!
Graças a estes copinhos, já ontem tive que dar uma corrida extra! Hoje já estou em falta porque não consegui magia suficiente para conseguir ir correr. Amanhã tem que ser, vou deixar uma destas fotografias na porta do frigorífico, no fundo do computador e do telemóvel para me lembrar que esta semana não há mais loucuras! Mas esta sobremesa é a minha cara, faz-me lembrar o gelado de caramelo da Carte D'or, mas ainda mais suave e cremoso. Adorei! Dos males o menos, usei os Werther's Original sem açúcar [para enganar a mente e não ficar com a consciência tão pesada!].
Ingredientes para 6 taças:
Base
200 g de bolachas digestivas
2 colheres de sopa de oleo de côco (pode usar manteiga)

Creme de caramelo
100 ml de natas frescas Longa Vida
1 pacote de Werther's original sem açúcar

Creme de nata
1 pacote de natas frescas Longa vida
2 colheres de sopa de açúcar (habitualmente uso 3 por cada pacote mas a base já é doce o suficiente)

1 banana madura
canela
2 Werther's caramelos blandos (são aqueles mais moles)

Leve ao lume 100 ml de natas.
Quando as natas levantarem fervura, junte os caramelos derretidos no microondas durante 30 segundos.
Retire as natas do lume e mexa até envolver tudo e obter um creme homogéneo.
Se ainda encontrar pequenos pedaços de caramelo, leve ao lume, em banho maria. Reserve.

Triture as bolachas num robot de cozinha e junte o óleo.
Distribua pelo fundo dos copos, taças ou mesmo numa tarteira.
Corte a banana às fatias e cubra a base de bolacha.
Por cima, deite o creme de caramelo e leve ao frigirífico.

Bata as natas com o açúcar e deite por cima do creme de caramelo.
Enfeite com canela e raspas de caramelo.

Consegue resitir?

21/12/2013

Pavlova de frutos vermelhos


Se este doce surgiu como homenagem a uma bailarina, foi sem dúvida uma homenagem muito bem feita. Dizem que foram os australianos os autores de tal homenagem, a uma bailarina russa que lhe deu o nome, Anna Pavlova. Melhor seria difícil! Este suspiro gigante impressiona à primeira vista. Então assim, usando cores que contrastam com o fundo quase branco, fica mangnífico. À primeira fatia é o suspense, até se perceber que esta aparente fragilidade, é mesmo isso, aparente. A pavlova é um suspiro bem firme, estaladiço por fora e húmido e macio por dentro. Viciante. Sedutor. Impossível de resistir.
O que lhe colocamos por cima é absolutamente a gosto, desde natas frescas, fruta, creme de ovos, ou até chocolate derretido. Basta usar a imaginação!
A regra que aprendi, resulta sempre. O dobro do peso das claras em açúcar, batidas inicialmente com uma pitada de sal e às quais de vai acrecscentando lentamente o açúcar, para que as claras montem e fiquem bem firmes. O vinagre e o amido de milho, são os responsáveis pelo interior húmido e macio. Não dá trabalho quase nenhum, basta paciência! E o resultado, é o que se vê! Pode ser uma sobremesa perfeita para o Dia de Natal!
Ingredientes:
150 g de claras de ovos
300 g de açúcar
1 colher de sopa de vinagre branco
1 colher de sopa de amido do milho (Maizena)
1 pitada de sal

Cobertura:
1 pacote de natas
200 g de frutos vermelhos congelados
100 g de framboesas frescas
100 g de mirtilos frescos
3 colheres de sopa de açúcar em pó
2 colheres de sopa de açúcar amarelo
umas gotas de limão

Preparação:
Pré-aqueça o forno a 180ºC.
Deite as claras [sem nenhum vestígio de gemas] numa taça completamente seca, sem gordura. Junte uma pitada de sal e comece a bater com uma batedeira elétrica.
Quando as claras já estiverem em espuma, junte um pouco de açúcar. Continue sempre a bater, sem parar e lentamente vá acrescentando o açúcar. Quanto mais devagar juntar o açúcar, com mais ar as claras ficam, levando a uma pavlova mais leve. Bata até deixar de sentir os grãos de açúcar. 
Numa tacinha, junte o amido de milho com o vinagre. Junte esta mistura ao merengue e bata até estar bem envolvido. 
Com a ajuda de um prato, desenhe um círculo numa folha de papel vegetal. Coloque a folha num tabuleiro e deite o merengue, cuidadosamente, preenchendo este círculo.
Reduza a temperatura para 150ºC e leve o tabuleiro ao forno durante cerca de 1 hora. Deixe arrefecer dentro do forno.

Leve ao lume as frutas congeladas com o limão (o limão serve para acentuar o sabor das frutas). Junte o açúcar amarelo e deixe cozinhar, em lume brando, durante 10 minutos. Deixe arrefecer.

Bata as natas com o açúcar e pó de deite por cima da pavlova, já fria. Decore com o molho de frutos vermelhos e com as frutas frescas. 


p.s. Os posts no blogue têm sido poucos, e muitos dos que estavam programados, vão ter que esperar um milagre. O meu computador avariou e muitos dos dados desapareceram. Assim, há fotografias que espero conseguir recuperar mas até lá... tenho que ir comprar uma dose de paciência e ter fé nas tecnologias.


30/08/2013

Cheesecake enformado com morangos balsâmicos {pronto em 30 minutos}


Um telefonema rápido avisa que chegam mais dois para jantar. Sem contar... ui, e eu que gosto tanto de planear as coisas com tempo... E pior, daí a pouco mais de meia hora estão a chegar...
Um olhar pela despensa e frigorífico e num ápice decido o jantar. Bruschettas de tomate, mozzarella e manjericão para aconchegar o estômago enquanto se dão duas de letra, costeletas com abacaxi acompanhadas com uma salada verde e para finalizar um cheesecake fabuloso que faz crescer água na boca ao primeiro olhar. Vale a pena experimentar. Contudo, se estiver de dieta não o faça. É impossível resistir!

Ingredientes da base:
1 pacote de bolachas de manteiga
3 colheres de sopa de manteiga sem sal

Ingredientes do recheio:
2 pacotes de natas
1 pacote de queijo creme
8 colheres de sopa de açúcar em pó
3 folhas de gelatina

Ingredientes da cobertura:
16 morangos grandes
4 colheres de sopa de açúcar amarelo
1 colher de sopa de vinagre balsâmico

Preparação:
Triture a bolacha e misture com a manteiga derretida. Forre o fundo de uma tarteira ou de um prato fundo. Leve ao frigorífico enquanto prepara o creme.
Coloque as folhas de gelatina a demolhar.
Bata o queijo creme com o açúcar até obter um creme fofo.
Bata as natas e junte cuidadosamente ao creme anterior.
Escorra as folhas de gelatina e derreta-as no microondas durante 10 segundos.
Deite em fio por cima das natas, batendo sempre.
Espalhe este creme por cima da base da bolacha.
Lave e corte os morangos. Coloque-os num tachinho e junte o açúcar e o vinagre balsâmico. Deixe reduzir, em lume brando, mexendo de vez em quando para não agarrar ao fundo.
Deixe arrefecer e no momento de servir, deite por cima do cheesecake.
Esta receita foi publicada na Edição de Agosto da Revista C.

09/06/2013

Doce Sucesso em camadas {receita de família}

Apesar de mais parecer inverno, o vermelho dos morangos lá vem tentar convencer-nos que não, que afinal o tempo é que anda um bocadinho trocado. Estes vieram da magnífica floreira de morangueiros que a minha Mãe tem na casa da aldeia. Foram os primeiros e além de fazerem as delicias do principezinho, permitiram-me fazer esta sobremesa linda que regala quase todos os sentidos. Sim, porque estes morango sabem ao que cheiram, se é que me entendem!!
Vamos à receita que o tempo para estes lados além de trocado, tem andado a encurtado!

Ingredientes:
1 torta com recheio de morango Dan Cake
1 saqueta de gelatina de morango (usei Gelly Já)
1 pacote de natas
3 colheres de sopa de açúcar
1 lata de leite condensado
1 lata de leite condensado de leite
2 folhas de gelatina
3 ovos
2 colheres de sopa de maizena
1/2 colher de café de aroma de baunilha
500 g de morangos

Preparação:
Forre as laterais da taça com a torta fatiada.

Creme de ovos:
Leve o leite condensado ao lume com as gemas. Mexa bem para misturar.
À parte, dissolva a maizena no leite normal e junte ao preparado anterior. Acrescente a baunilha e deixe cozinhar em lume brando até começar a engrossar. Deve-se ir mexendo para evitar que forme grumos.
Deite no fundo da taça e deixe arrefecer.

Lamine morangos e disponha-os em camada por cima do creme das gemas.
 
Prepare uma saqueta de gelatina conforme as instruções, deixe arrefecer por uns minutos e deite por cima dos morangos. Leve ao frigorífico para solidificar.

Corte as folhas de gelatina aos pedaços e coloque-as numa taça com água fria para hidratar.
Batas as claras em castelo. Reserve.
Bata as natas e depois de levantarem, junte-lhes o açúcar cuidadosamente.
Escorra as folhas de gelatina e leve ao microodas por 15 segundos apenas para dissolver. Tenha atenção que não deve deixar a gelatina ferver para não perder as suas características elásticas.
Junte às natas e mexa para envolver. Acrescente as natas às claras batidas em castelo.
Deite por cima da camada de gelatina.

Enfeite com morangos a gosto.

Nota:
Esta sobremesa fica ainda mais bonita numa taça de vidro, com as laterais direitas.
Se fizer para servir no dia, não precisa de juntar as folhas de gelatina.
    

01/06/2013

Mousse de chocolate com morangos {para um dia de festa}

Hoje vai ser um dia de festa, de animação e espero de muitos sorrisos! Felizmente que até o São Pedro está do meu lado e abriu a janela para deixar passar o Sol. 
O principezinho nem imagina a surpresa e vai dar pulos de alegria quando chegar ao terraço e vir lá um insuflável para brincar com os amigos na festa! 
Está quase tudo em ordem, falta-me apenas terminar a decoração do bolo de aniversário mas vou já, já... Passei só porque ontem, ao fazer a mousse de chocolate, estava na dúvida da quantidade de açúcar e resolvi vir espreitar ao blogue... qual não é o meu espanto quando não encontro a receita... Estava por publicar, bem guardadinha... Assim, não posso deixar de partilhar uma das melhores mousses de chocolate que faço!
Ainda não são horas mas... sirva-se!

Ingredientes:
1 tablete de chocolate 70% de cacau
5 colheres de sopa de açúcar mascavado escuro
1 colher de sopa de manteiga
1 colher de chá de café solúvel instantâneo
6 ovos
morangos q.b.

Preparação:
Derreta o chocolate e a manteiga em banho maria.
Acrescente o açúcar, o café e as gemas dos ovos, envolvendo bem.
Deixe cozer as gemas em banho maria por uns minutos. Retire e deixe arrefecer um pouco.
Bata as claras em castelo e envolva-as cuidadosamente no preparado anterior.
Distribua a mousse por taças individuais e sirva com morangos frescos.

14/03/2013

Panacota com morangos e redução de balsâmico e um poema

Quando vier a Primavera,
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.
A realidade não precisa de mim. 


Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"
Heterónimo de Fernando Pessoa  


 É este o poema escolhido para a 10ª Edição do Convidei para jantar da Anasbageri, a decorrer na Confeitaria até dia 16 de Março.

Ingredientes para 2:
1 pacote de natas
1 colher de sobremesa de gelatina em pó
2 colheres de sopa de água
meia vagem de baunilha
2 colheres de sobremesa de açúcar refinado (pode substituir por frutose)
8 morangos
2 colheres de sopa de açúcar amarelo
1 colher de sopa de vinagre balsâmico
folhas de hortelã para decorar

Preparação:
Coloque a gelatina em pó numa taça e junte as duas colheres de sopa de água para hidratar.
Coloque as natas numa caçarola e junte o açúcar refinado. Corte a vagem de baunilha longitudinalmente, retire o interior com a ponta da faca e junte às natas. Aqueça as natas e mexa sem deixar ferver. Assim que começarem a ficar um pouco mais espessas, retire-as do lume e junte a gelatina. Mexa bem para que esta se dissolva totalmente.
Coloque a panacota em formas molhadas com água e leve ao frigorífico pelo menos duas horas para solidificar. 

Prepare o molho:
Lave e corte os morangos. Coloque-os num tachinho e junte o açúcar e o vinagre balsâmico. Deixe reduzir, em lume brando, mexendo de vez em quando para não agarrar ao fundo.
Deixe arrefecer e sirva por cima da panacota.


Nota:
Se usar formas da tupperware, passe-as debaixo da torneira com água quente para que seja mais fácil desenformar.







22/02/2013

Arroz doce da Mãe

Não há sítio como a nossa casa nem comida como a da nossa Mãe. Esta é das maiores verdades que conheço. Por mais voltas que dê, nunca consigo fazer com que fique igual. E não sou a única que acha isso! Um destes dias em que o principezinho ficou em casa com virose, a Avó veio fazer-lhe miminhos e ficar com ele para que eu pudesse ir trabalhar. Fez-lhe sopa e um simples frango estufado. O rapazito não a largava e  andava sempre em volta dela, a perguntar se faltava muito para o almoço porque cheirava tão bem!!! É como o arroz doce! Este é à maneira dela:

Ingredientes:
170 g de arroz Carolino Bom Sucesso
1,5 l de leite gordo
250 g de açúcar
1 noz de margarina (Vaqueiro)
1 pitada de sal
2 copos de água
raspa de 1 limão
canela para polvilhar

Preparação Tradicional:
Leve um tacho ao lume com a água, o sal, a casca do limão e a margarina. Quando começar a ferver, junte o arroz e mexa. Deixe "abrir" o grão durante uns minutos. Entretanto aqueça o leite.
Quando a água tiver evaporado quase toda, junte 1/3 do leite quente. Vá mexendo para evitar que agarre ao fundo do tacho. Junte o restante leite aos poucos e continue a mexer. 
Quando estiver quase cozido, junte o açúcar e deixe cozinhar por mais uns minutos, mexendo cuidadosamente para não partir os grãos de arroz.
Retire as cascas de limão, deite numa travessa e enfeite com canela depois de frio.
O arroz Bom Sucesso foi o primeiro arroz que eu vi disponível em pacotes de 500g. É um arroz 100% feito em Portugal (Ribatejo) e sem adição de químicos ao contrário de muitos que são importados.
Mais uma vez, compre o que é português!

31/01/2013

Tiramisu de morango e Rooibos

O dia dos namorados está próximo e a it-jugais convidou os blogues parceiros a fazer uma sobremesa em que um dos ingredientes fosse chá. Esta foi a sobremesa que eu preparei e que servi ao senhor cá de casa. A primeira reação dele foi.... silencio... E eu, obviamente, pânico!! Mas seguindo o momento de silencio, em que me passou pela cabeça que estivesse intragável, veio: -"Hummm!! Hummm!! Isto é mesmo muito bom!" (alivio!) Fui comprovar, como é óbvio, e subscrevo a onomatopeia!!
 
Ingredientes:
Gelatina:
1 pacote de gelly-já
300 g de morangos
700 ml de água

Creme:
1 embalagem de queijo mascarpone
4 ovos
4 folhas de gelatina
100 g de açúcar

palitos la reine
1 colher de sobremesa de chá de Rooibos it-jugais
250 ml de água
1 colher de chá de conhaque ou rum
cacau para polvilhar

Preparação:
Separe as gemas das claras. Bata as gemas com o açúcar até obter um creme macio e esbranquiçado.
Hidrate as folhas de gelatina em água fria por alguns minutos.
Monte as claras em castelo, juntando-lhes uma pitada de sal ou duas gotas de limão.
Junte as claras ao creme das gemas e envolva cuidadosamente, sem bater.
Escorra as folhas de gelatina e leve-as ao microondas ou a lume brando para dissolverem. Deixe-as arrefecer um pouco e deite-as em fio por cima do creme. Reserve no frio.

Prepare o chá, deitando água a ferver por cima das ervas e deixando em infusão por 5 minutos. Coe o chá e junte-lhe o conhaque.

No fundo de cada taça, coloque uma camada de creme.
Passe os palitos la reine pelo chá ainda quente e disponha uma camada por cima do creme. Deite outra camada de creme por cima e reserve algum para finalizar.
Leve as taças ao frigorífico para solidificar um pouco.

Prepare a gelatina:
Aqueça a água numa chaleira.
Coloque os morangos num robot de cozinha e triture-os. Junte o conteúdo das duas saquetas de gelatina e triture mais um pouco.
Acrescente a água quente, cuidadosamente, e volte a triturar para misturar bem. Deixe solidificar um pouco e depois, deite uma camada por cima do creme que já deverá estar firme para que a gelatina não "afunde".
Termine com uma ultima camada de creme e no momento de servir, polvilhe com cacau em pó.

25/01/2013

Arroz doce queimado

O dia começou doce e tem que continuar doce, portanto, e com o desejo que este meu pensamento se realize, deixo a minha receita de arroz doce, que faço à anos, e que faz as delicias do senhor cá de casa. Tendo em conta que eu só comia arroz doce de duas pessoas, da Mãe e da Tia Manhosa, devo dizer que esta receita consegue ficar muito próxima.
A versão queimada foi só para experimentar. Gostei, mas cada macaco no seu galho, arroz doce é com canela e queimado só o leite creme. No entanto, fica bem e é uma forma diferente de o apresentar!

Ingredientes:
(Adaptado do livro base da Bimby)
 l l de leite gordo
150 g de arroz carolino (já experimentei um que há próprio para arroz doce e fiquei muito desiludida...)
1 casca de limão
1 pau de canela
1 pitada de sal
200 g de açúcar + açúcar para queimar

Preparação na Bimby:
Coloque todos os ingredientes no copo, exceto o açúcar.
Programe  50 min/ colher inversa/ 90º.
Quando terminar, junte o açúcar e programe mais 6 min/ colher inversa/ 90ºC.
Retire a casca de limão e o pau de canela.
Deite em taças e deixe arrefecer um pouco.
Polvilhe com açúcar e queime com um maçarico ou queimador, no momento de servir.



14/08/2012

Delícia de Champanhe esquecida

O fim de semana trouxe mais momentos fabulosos. Difíceis de registar com a objetiva mas que me enchem a alma. Cores, cheiros e sons. Cheiro da terra acabada de regar, da erva agora seca que é guardada em monte para as camas dos animais, som dos pássaros ao acordar e da água que cai dos apersores de rega como se fosse uma chuva mansinha. Que calma que ali encontro. Sons que me embalam, relaxam e descontraem. Por estes dias vai ser assim, a correr entre o campo e a cidade. E com um imenso desejo de ter um teletransportador para não perder muito tempo nas viagens feitas apenas com a musica como companhia. Mas vale a pena. Até ao final do mês vou estar mais afastada daqui, trazendo apenas novidades numa corrida. 
E das amoras... nada. Ainda não estão maduras. A vontade vai ficar guardadinha por mais uns dias!
No entanto, com almoços de família, há sempre tempo para fazer um doce. Mas este foi especial. Ficou esquecido no frigorífico. Com muita pena minha, só dei conta do esquecimento quando já não podia voltar atrás. 

Ingredientes:
1 pacote de palitos de champanhe
2 pudins Boca Doce de ananás
1 l de leite + 200 g de açúcar para preparar o pudim
4 rodelas de ananás fresco (pode substituir por ananás de conserva)
1 pacote de natas + 3 c. sopa de acúcar
1 folha de gelatina incolar

Preparação:
Disponha os palitos de champanhe no fundo de um pirex retangular ou quadrado.
Prepare os pudins de acordo com as instruções e deite-os, ainda quentes, por cima dos palitos. Deixe arrefecer. Vire os palitos antes de o pudim estar completamente frio. 
Bata as natas com o açúcar. 
Hidrate a folha de gelatina, escorra bem a água e derreta-a no microondas durante 5 segundos. Junte cuidadosamente às natas. Deite as natas por cima dos pudins e enfeite com o ananás.Leve ao frigorífico. Sirva bem fresco acompanhada com boa disposição e muita alegria!

 



25/06/2012

Cheesecake com curd de cereja


O fim de semana passou com o principezinho ainda doente (desde quinta-feira). Virose, provavelmente, pois há mais meninos da sala dele que estão com os mesmos sintomas. 
Tínhamos combinado ir passar o fim de semana ao campo, com os avós, e a imaginação levava-o para corridas, passeios, pic-nics ou seja, muita brincadeira e diversão. Claro que quando lhe disse que afinal iríamos ficar por casa por ele estar doente, desabou tudo e o choro chegou... Então, se Maomé não vai à montanha, a montanha vem a Maomé, e os avós vieram visitar-nos!
No entanto, depois de duas noites mal dormidas, não estava com grande imaginação para fazer uma sobremesa e pedi ajuda aos leitores da página no Facebook que prontamente sugeriram aquelas receitas que ficam sempre bem. De todas, escolhi o mais básico, planeei fazer a simples tarte de nata mas... a meio parece que os ingredientes começaram a saltar para cima da mesa e saiu este fantástico cheesecake! ... começo a acreditar que há magia na minha cozinha!!
Fiz assim:

Ingredientes:
Curd:
300 g de cerejas + algumas para fatiar e enfeitar
180 g de açúcar amarelo
1 ovo
40 ml de natas
70 g de manteiga sem sal
5 g de amido de milho (Maizena)
1/2 folha de gelatina incolor


Cheesecake:
250 g de bolachas digestivas (reserve duas para raspar e enfeitar)
50 g de manteiga
2 pacote de natas
1 embalagem de queijo creme
6 c. sopa de açúcar
2 . chá de gelatina em pó ou 2 folhas de gelatina
sementes de papoila para enfeitar

Preparação:
Base:
Triture a bolacha no robot ou na Bimby (vel. 9/10). Junte a manteiga à temperatura ambiente e triture mais um pouco (3 min/ vel.3/ 37º).
Coloque a base no fundo dos copos e pressione com a ajuda de uma colher. Leve ao frigorífico.

Curd:
Modo Tradicional:
Coloque a folha de gelatina numa taça com água fria. 
Bata o ovo com o açúcar e o amido de milho até obter uma mistura homogénea. Junte as cerejas já descaroçadas e as natas e leve esta mistura ao lume brando mexendo sempre até levantar fervura. Mexa até começar a ficar mais espesso. Adicione a manteiga e mexa bem. Retire do lume. Esprema a folha de gelatina e mexa até esta se dissolver. Coloque esta mistura no liquidificador e triture para ficar sem grumos.

Bimby:
Coloque a folha de gelatina numa taça com água fria.
Descaroce as cerejas (experimentei na Bimby mas o caroço é demasiado frágil e alguns partem-se fazendo com que fiquem pedaços, depois tive o dobro do trabalho pois tive que estar a escolhê-los).
Coloque os restantes ingredientes no copo e misture 20 Seg/ Vel 4. Seguidamente programe 7 Min/ 90ºC/ Vel 4.
No final, adicione a gelatina bem espremida e triture 20 Seg/ Vel 7-9.

Cheesecake:
Bata as natas até ficarem firmes, junte o açúcar e o queijo creme.
Coloque algumas cerejas fatiadas (ao alto como na fotografia) por cima da base de bolacha. Deite um pouco de curd por cima da base. 
Por cima da camada de curd deite as natas. Leve ao frio para solidificar.
Enfeite apenas no momento de servir com bolacha triturada e sementes de papoila.
... não esquecer, a cereja no topo do cheesecake!



Bom apetite!

29/04/2012

"A volta ao Mundo em 30 Dias - Sri Lanka"

 Não posso deixar de partilhar uma das participações, recebida por e-mail, no Desafio "A Volta ao Mundo em 30 dias", por António Silva. 
Muito obrigada por esta partilha magnífica, consegui viajar até lá!


«Contar uma experiência gastronómica associada a uma viagem não é fácil. Principalmente para quem não põe esse tónico nas viagens ou destinos que escolhe.

Mas há sempre uma experiência, elemento surpresa nessas viagens, que mais ou menos marcante nos faz muitas vezes regressar a esse lugar, e que para além das experiências gastronómicas são mais do que isso uma experiência que nos obriga a crescer e ver o mundo e as culturas diferentes das nossas
com um olhar límpido e despido de preconceitos.

O destino era fazer a rota dos antigos navegadores e redescobrir uma das ilhas das especiarias, que Camões tão bem cantou no Canto Primeiro dos Lusíadas.

“Que, da Ocidental praia Lusitana,
  Por mares nunca dantes navegados
  Passaram ainda além da Taprobana"


E lá vamos nós, não passar para além, mas permanecer 3 semanas na Taprobana de Camões, Ceilão, actual Sri Lanka.
Cinco dias antes da partida, rebentam bombas na capital que destroem vários edifícios civis, decorrentes de acções dos tâmiles em luta pela independência do Norte da Ilha.

Como férias sem emoções fortes (e disso não nos pudemos queixar) não são férias há que seguir em frente, porque se os portuguesas de quinhentos não hesitaram não vão ser os portugueses do sec. XX que o vão fazer.

No percurso para o hotel de chegada, fomos brindados com as primeiras emoções. De 100 em 100 metros tínhamos barreiras militares, de tal maneira que ponderamos o regresso de imediato. Mas não nos importunaram e seguimos em frente olhando a paisagem e sentindo o ar quente e abafado colar-se a nossa pele. Por pouco tempo isso nos importunou, pois algo de mais forte se colou a nós e nos fez esquecer a temperatura. Há beira da estrada as bancas com carne e peixe para venda deslizava. Essa miragem, sim era aterradora. Ali sem qualquer indicio de ASAE as vísceras, as cabeças, as entranhas dos animais eram expostas aos nossos olhares e ao sabor de enxames de moscas e outros insectos. Se fome houvesse rapidamente desapareceu…
Mas voltar atrás já não era possível e seguimos em frente. O hotel estava a nossa espera e retemperou-nos. Uma volta pouco turística por Colombo, trouxe novamente a apreensão. Contratou-se um guia no Hotel pois o destino não era ficar ali na capital mas percorrer a ilha de lés a lés.
Com destinos mas sem prazos lá fomos nós.
Descobrir esta ilha foi um presente que íamos desembrulhando devagarinho.

Os locais arqueológicos de Dambulla e o seu Templo Dourado (património mundial da Unesco), Sigiriya e a sua Cidade Antiga (património mundial da Unesco), Kamdalema, Polonnâruva, Anuradhapura, e a sua Cidade Santa (património mundial da Unesco). Os encantadores de serpentes, o andar de elefante, tudo isto no meio de uma vegetação ora savana ora selva.

As montanhas onde o chá se cultiva e que deslumbram pelo verde que as cobre e pelas muitas cascatas que caiem pelas suas encostas são verdadeiras jóias da natureza. Um hotel tipicamente britânico, em plena montanha e onde para jantar os homens têm de usar gravata.

Kandy, (património mundial da Unesco) principal centro religioso de budistas e o seu Templo do Dente de Buda. Galle (património mundial da Unesco) e a sua Cidade Antiga com a sua muralha e forte de origem portuguesa.

As danças tradicionais singalesas, as lojas de pedras preciosas, as sedas, o brilho e a côr, os nomes marcados nas lojas com origem portuguesa. O presente que íamos desembrulhando devagar e sem pressa, tal como o tempo que parecia não passar tal a “lentidão” com que a vida se desenrolava nestas paragens.

E nestas deambulações foram passando os dias. Chegou a hora, com muita saudade, de dispensarmos o guia/condutor que nos acompanhou e com quem convivemos durante estas (re)descobertas e irmos finalmente descansar o resto do tempo ao sol nas belas praias da Beruwela,e Arugam Bay. 
Mas antes o convite para almoçarmos em casa do guia chegou e aí fomos nós embalados em mais uma aventura. 
A sua casa, aos olhos ocidentais, era uma “cabana” no meio da floresta, com paredes de tábuas e telhado de zinco. Apenas um quarto e a cozinha, separados por cortinas, a mobília assentava em chão de terra batida. Os seus filhos e as crianças da redondeza vinham ver-nos e olhavam-nos com uma curiosidade tão característica da infância. 
Finalmente sentámo-nos e o almoço foi sendo colocado na mesa situada ao ar livre. Como bons ocidentais esperamos que a sua mulher e as crianças se sentassem também. Tal não aconteceu. Para nosso espanto ela e as crianças só almoçariam depois de termos concluído o nosso repasto, pelo que ia-nos fazendo chegar o fruto do seu labor, e não só… As iguarias à nossa frente eram muitas e variadas. Legumes vários, peixe frito, guisados de cabrito e galinha (a vaca neste país é um animal sagrado e como tal não serve de refeição. Deambulam livremente por onde lhes apetece…). O cheiro de todos aqueles pratos era soberbo, o aroma, os sabores a especiarias estranhas e exóticas, os frutos, deixavam-nos com água na boca. As moscas também não nos deixavam e parecia que queriam ser nossas parceiras a almoçar. Mas a presença constante da mulher do guia a espantá-las a nossa volta não lhes permitia poisar. Esta situação criou-nos também um embaraço grande. Mas foi impossível resistir a este autêntico manjar, que em hotel nenhum tínhamos
conseguido alcançar.

Depois de 16 anos, a imagem deste conjunto ainda permanece viva. Muito viva. Impossível agora recordar o nome dos pratos, ingredientes e pormenores. Mas esquecer esta refeição é impossível. Marcou profundamente. O lugar, a humildade, a forma de acolhimento, a alegria de receber e de dar.

O meu (ocidental) conceito ou preconceito perante a diferença ficou aqui abalado, mas foi uma lição aprendida. Não julgar, e aceitar os outros e as suas culturas, religiões como se minhas fossem, a tolerância como divisa.
Acabamos e partimos. Não antes sem distribuir pelas crianças todas as esferográficas que tínhamos levado. A alegria foi grande. A satisfação ao receberem este inusitado presente (no nosso conceito) foi algo inacreditável.
Os sorrisos largos e sinceros que espelhavam tamanha alegria estavam ali, a nossa frente, a algazarra, o adeus cheio de risos.
O almoço deles pôde esperar. Aquele presente fê-los esquecer a vontade de comer e rodopiavam a nossa volta.
A receita que apresento é um doce, tipo pudim de pão:

Wattalapam
8 ovos
300 g de açúcar mascavado
2 copos (500 ml) leite de coco grosso
1 colher de sopa farinha de milho
1/2 colher de chá noz-moscada, ralada
1/4 colher de chá de cardamomo em pó
½ chávena  (25g) de cajus picados e passas de uva

1.) Bater bem os  ovos numa tigela.
2.) Adicionar os outros ingredientes e misture bem.
3.) Deite numa forma de alumínio/ aço inoxidável.
4.) Cobrir com uma folha e cozer em banho-maria durante 30-40 minutos
 (A água não deve ferver muito forte mas  suavemente até que o pudim esteja definido.)
5.) Retire e deixe arrefecer.
Coloque no frigorífico 5-6 horas antes de servir.


Até à próxima, e “bohoma es-thu-ti” *

*Muito obrigado em singalês

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